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31/05/2020

'Tudo aponta para uma crise', afirma Bolsonaro ao citar ações do Judiciário

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O presidente Jair Bolsonaro listou uma série de notícias publicadas em jornais na manhã de hoje para afirmar que "tudo aponta para uma crise". A mensagem, publicada em rede social, cita decisões e manifestações do Supremo Tribunal Federal (STF), do Tribunal de Contas da União (TCU) e de procuradores, da Procuradoria-geral da República (PGR).

 

"Primeiras páginas dos jornais abordaram com diferentes destaques, as decisões envolvendo a atuação do Supremo Tribunal Federal, da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União e do Tribunal Superior Eleitoral em relação ao governo Bolsonaro e seus aliados", escreveu.

 

O primeiro ponto citado pelo presidente na publicação é o envio de uma manifestação pelo ministro Celso de Mello, do STF, à PGR, em que um advogado afirma que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) cometeu o crime de “incitação à subversão da ordem política ou social”, previsto na Lei de Segurança Nacional.

 

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A remessa para a PGR é um ato de praxe, como o próprio ministro ressalta no despacho, já que cabe ao órgão avaliar se há indício de crime que justifique um aprofundamento das investigações ou se é necessário arquivar o caso.

 

Em seguida, Bolsonaro cita o pedido da PF para prolongar por 30 dias a investigação que apura se o presidente tentou interferir nos trabalhos da corporação. Ele também menciona o fato da Polícia Federal querer ouvi-lo no inquérito.

 

Bolsonaro citou ainda o pedido protocolado pelo PT para incluir a investigação que corre no STF sobre fake news, em dois processos na Justiça Eleitoral sobre possíveis irregularidades na última campanha presidencial.

 

"A acusação é a de que a chapa usou empresas para efetuar disparos em massa de mensagens com notícias falsas contra opositores. ? *- Estadão realça que esse seria o caminho mais próximo para retirá-los do Poder.*", escreveu.

 

A publicação cita também um manifesto de procuradores contrários a decisões do procurador-geral da República, Augusto Aras. Dos cerca de 1.150 integrantes do Ministério Público Federal em todo o país, ao menos 590 assinaram um manifesto em defesa da adoção da lista tríplice para a nomeação do chefe da instituição, como também informou o colunista Ancelmo Gois. No ano passado, Aras foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para o cargo sem que tivesse maioria de votos na enquete feita entre os procuradores da República.

 

Sobre o PGR, responsável por apresentar ou não denúncia contra Jair Bolsonaro, o presidente menciona ainda a medalha do mérito naval, condecoração dada a Aras e a aliados do presidente nesta sexta-feira.

 

"PR lhe concedeu a medalha do mérito naval, que a mídia entendeu como uma 'provocação.' Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, voltou a atacar Weintraub, lamentando o país ter um 'ministro tão desqualificado'", disse.

 

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O presidente cita também uma reportagem do "Estadão" que afirma que o chamado "gabinete do ódio" entrou na mira do TCU, a desistência da Rede em dar prosseguimento à ação que apresentou no ano passado questionando o inquérito das fake news do STF e o depoimento do ministro da Educação, Abraham Weintraub, à PF, em que ficou calado. 

 

O Globo

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