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Internacional
29/06/2020

Alemanha registra novos surtos de coronavírus em pessoas mais pobres

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Foto: Reprodução

Maior economia da Europa teve 194 mil casos e 8.975 mortes

Os três novos surtos recentes de coronavírus após a reabertura econômica da Alemanha têm algo em comum: todos ocorreram em regiões e estabelecimentos onde trabalham e vivem pessoas mais pobres, como imigrantes e trabalhadores que recebem salários baixos. O país registrou pouco mais de 194 mil casos e 8.975 mortes e é visto como um exemplo na Europa pela forma como lidou com a pandemia.

 

O primeiro surto após a retomada das atividades, com 1.500 casos, ocorreu no maior frigorífico do país, no estado da Renânia do Norte-Vestfália, no oeste. Localizado nas proximidades do distrito de Gutersloh, a empresa abriga quase sete mil funcionários - muitos dos quais imigrantes vindos de países como Bulgária, Polônia e Romênia. Grande parte deles é de terceirizados que trabalham por salários menores que os alemães.

 

Segundo o Instituto Robert Koch, responsável pela prevenção e pelo controle de doenças na Alemanha, a contaminação dos trabalhadores em frigoríficos - que também foi observada em outros países - pode ser explicada pelas partículas de vírus que permanecem suspensas no ar por mais tempo em um ambiente frio.

 

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Muitos dos trabalhadores, de acordo com imagens de TVs alemãs, têm de esperar atrás de um alambrado até que policiais e servidores municipais, com máscara e luvas, lhes entreguem comida nas regiões em que vivem.

 

Os outros dois surtos de coronavírus - com cerca de 100 contaminados - ocorreram em regiões periféricas da capital Berlim e da cidade de Göttingen. Devido ao custo de vida mais baixo, muitos imigrantes vivem em condições que impedem o distanciamento social e as medidas recomendadas para evitar a disseminação do vírus, dividindo casas com várias pessoas.

 

Em Göttingen, o vírus se espalhou após várias reuniões familiares terem sido realizadas. Os cerca de 700 moradores de um complexo residencial chegaram a entrar em confronto com a polícia após terem sido obrigados a ficar isolados depois de 120 pessoas terem sido contaminadas. Alguns tentaram quebrar a cerca de isolamento instalada pela polícia para impedir a circulação dos habitantes em quarentena.

 

Na capital, o surto ocorreu no bairro de Neukölln, que registra uma das maiores quantidades de imigrantes. De acordo com a Deutsche Welle, os locais colocados em confinamento nas duas cidades refletem exclusão no setor imobiliário na Alemanha, onde muitos dividem espaços pequenos por não terem condições de pagar aluguéis de apartamentos maiores ou até mesmo por não serem aceitos como inquilinos em outros locais.

 

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"A exclusão no setor imobiliário e as condições de trabalho na indústria da carne são velhos conhecidos, mas a pandemia chamou atenção e deu uma nova dimensão para esses problemas. Resta agora saber se ela trará alguma mudança positiva em relação a eles", diz o texto.

 

Estadão 

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