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Política
30/05/2020

Celso de Mello pede investigação da PGR sobre fala de Eduardo Bolsonaro

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Foto: Marcos Correa/PR

Filho de Jair Bolsonaro, deputado disse que participa de reuniões que discutem quando que

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) enviou nesta sexta-feira um pedido ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras, um pedido para investigação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) por suposta prática de crime contra a Segurança Nacional.

 

O filho do presidente disse que participa de reuniões nas quais, segundo ele, se discute quando um "momento de ruptura" deverá acontecer no Brasil, de acordo com Eduardo, não se trata mais de debater "se" esta ruptura ocorrerá, mas, sim, "quando".


Na petição, Mello relata que se noticia a suposta prática do crime de incitação à subversão da ordem política ou social.

 

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"Cabe ter presente, neste ponto, por oportuno, que o Ministério Público e a Polícia Judiciária, sendo destinatários de comunicações ou de revelações de práticas criminosas, não podem eximir-se de apurar a efetiva ocorrência dos ilícitos penais noticiados", escreve o ministro do STF.
"(...) Se torna imprescindível, em regra, a apuração dos fatos delatados, quaisquer que possam ser as pessoas alegadamente envolvidas, ainda que se trate de alguém investido de autoridade na hierarquia da República, independentemente do Poder Legislativo, Executivo ou Judiciário",completa.


O deputado federal criticou a atuação dos ministros do STF Alexandre de Moraes, que autorizou mandados de busca e apreensão contra aliados e apoiadores de Jair Bolsonaro, e o próprio Celso de Mello, responsável pela investigação da suposta interferência do presidente na Polícia Federal (PF).

 

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Eduardo afirmou não ter dúvida de que será alvo de uma investigação em breve e disse que participa de reuniões em que se discute "quando" ocorrerá um "momento de ruptura" no Brasil. "Não tenho nem dúvida que amanhã vai ser na minha casa [que agentes cumprirão mandado de busca]. Que se nós tivermos uma posição colaborativa [com o STF], vão entrar na nossa casa dando risada. Até entendo quem tem uma postura moderada, vamos dizer, para não tentar chegar a um momento de ruptura, o momento de cisão ainda maior, um conflito ainda maior. Entendo essa pessoas que querem evitar esse momento de caos. Mas falando bem abertamente, opinião de Eduardo Bolsonaro, não é mais uma opção de 'se', mas, sim, de 'quando' isso vai ocorrer", disse durante uma transmissão ao vivo do blog Terça Livre. 

 

O Dia

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