23 de Julho de 2024 - Ano 10
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Internacional
12/06/2024

Jardineiros subaquáticos restauram parte do ecossistema em áreas marítimas na Dinamarca

Foto: Reprodução

Fauna e flora estão ameaçadas devido a desoxigenação do mar que já afeta cerca de 17% da matéria ambiental do país

Sob uma tenda, ao longo de uma entrada de mar entre duas montanhas rochosas, no oeste da Dinamarca, voluntários e cientistas preparam plantas de ervas marinhas para o processo de restauração do ecossistema do fiorde, que foi gravemente afetado pela desoxigenação do mar.

 

No país escandinavo, que desfruta de uma boa reputação em matéria ambiental, 7.500 km2, o equivalente a cerca de 17% da área, são afetados pelo problema, de acordo com a Agência Ambiental Dinamarquesa, que classificou apenas cinco das 109 zonas costeiras com "bom estado ecológico".

 

Em um país onde mais de 60% da área é dedicada à agricultura, uma das maiores concentrações do mundo, os alarmes não param de tocar.A falta de oxigênio faz com que a flora e a fauna marinhas desapareçam. Em Vejle, cidade portuária da Dinamarca, uma câmera de vigilância submarina instalada pelo município só detectou um peixe em 70 horas.

  

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Já em 2022, um informe da Universidade do Sul da Dinamarca (SDU) deixou claro o "mau estado ambiental" de 22 km de extensão, devido ao impacto de uma fábrica de fertilizantes, "em sua parte procedente das correntes das zonas cultivadas". E quando a temperatura sobe, os problemas se acumulam.

 

— Tivemos um verão muito quente no ano passado, 2023, que levou a um enorme esgotamento de oxigênio — disse à AFP Mads Fjeldsoe Christensen, biólogo que trabalha com o gabinete do prefeito. 1 Foi muito ruim e vimos muitos peixes mortos.Para amenizar a tragédia ecológica, cientistas e a prefeitura decidiram em 2018 reintroduzir as ervas marinhas, que ajudam a restaurar o ambiente subaquático.

 

O procedimento é parecido com o plantio de mudas em um jardim, só que nas águas: em áreas ainda prósperas, os cientistas removem as gramíneas, um tipo de planta marítima, e voluntários as usam para enrolar em brotos em torno de um prego degradável. Assim, os mergulhadores conseguem fixá-los no fundo do mar.É um primeiro passo para o fiorde, cujo ecossistema entrou em colapso nos últimos anos.

 

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— A erva marinha é onde todos os peixes crescem, é como um jardim de infância para eles. Sem ervas marinhas não há espaço para a população de peixes crescer — explicou Fjeldsoe Christensen.Desde o início do projeto, mais de 100 mil ervas foram plantadas em seis hectares do fundo do mar. Em todos os lugares, mergulhadores estão agora redescobrindo a vida aquática, com caranguejos e peixes.— Vemos os efeitos da restauração da natureza — diz o biólogo Timi Banke, da SDU, que está envolvido no projeto.

 

Fonte: Terra

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