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15/09/2020

Polêmico! Você sabia que prostituição já foi um ato religioso. VEJA HISTÓRIA

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Foto: Wikimedia Commons

Entre babilônios, gregos e romanos, se entregar por dinheiro podia ser um ritual aos deuses

O costume pode assombrar as mais liberais das mocinhas, mas foi registrado pelo grego Heródoto, no século 3 a.C. Na Babilônia, nenhuma mulher se casava antes de passar pelo templo de Istar, deusa do amor e da fertilidade. Lá, ficava à espera do primeiro homem que lhe jogasse uma moeda. Os mais generosos jogavam três.

 

Mas o que importa é que a mulher não podia recusar o parceiro: para os babilônicos, a deusa ficaria muito ofendida caso a oferta não fosse aceita, e o casamento da jovem não teria o menor futuro.

 

Segundo Heródoto, depois de pegar os trocados, a senhorita deveria tirar a roupa e fazer sexo com o estranho ali mesmo, no templo da deusa.

 

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Heródoto talvez estivesse exagerando os costumes de povos exóticos. Mas uma pista histórica da fé em Istar é interna: o poema da sacerdotisa Enheduana, filha do rei Sargão de Agade (2334-1179 a.C.), que alertava: “Desde que a senhora Istar desceu à terra do Sem-Retorno / O touro não cobre mais a vaca, o asno não se curva mais sobre a sua fêmea. / O homem não se curva para a mulher na rua / O homem dorme em seu aposento A mulher dorme sozinha”.

 

No mesmo período em que mulheres se prostituíam em nome de Istar, devotas de Inana — deusa da fertilidade dos sumérios — encenavam o casamento da divindade. Durante a celebração, que coincidia com o ano novo, uma mulher era escolhida na multidão para representar Inana. E o rei, tido como uma figura divina, transformava- se em Dumuzi, seu amante.

 

Após os primeiros cânticos, os dois passavam para um aposento à parte,na torre do templo — o zigurate. Lá, a mulher conduzia o monarca. Ela deveria dançar sensualmente, perfumar as coxas com aromas silvestres e deitar seu amante no leito, onde manteriam relações sexuais.

 

Deixar de pagar à prostituta é crime?

Fotos: Reprodução

 

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O rito estendeu-se pelo Oriente Médio, até ser incorporado à cultura grega. Inana foi substituída por Afrodite. E a prática passou a ser chamada, entre os gregos, de hieros gamos (“sexo sagrado”), em que homem e mulher representavam suas partes no casamento dos deuses.  


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