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24/05/2020

SETE MOTIVOS QUE MOSTRAM POR QUE VOCÊ NÃO DEVE FAZER DIETA NA QUARENTENA

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Foto: Divulgação

Antes de cuidar do bem-estar físico, é necessário ficar atento à saúde emocional.

Buscar uma aparência que se encaixe nos padrões exigidos pela sociedade é uma meta traçada por muitos. Contudo, antes de cuidar do bem-estar físico, é necessário ficar atento à saúde emocional.

 

Entre o mês de março e meados de abril deste ano, dados da população brasileira mostram que 20% das pessoas estão obesas e 57% com excesso de peso.

 

Paralelamente, fatores de risco da pandemia do novo coronavírus, como a obesidade, fazem muita gente querer “secar” o corpo indiscriminadamente. A decisão, porém, pode custar caro.

 

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Sophie Deram, nutricionista doutora da Universidade de São Paulo (USP) e autora do livro O Peso das Dietas, afirma que zelar pela saúde é uma definição mais ampla do que pensar somente no peso. São cautelas físicas, mentais e sociais.


“Ser saudável, neste momento de confinamento, é a melhor coisa que se pode fazer para fortalecer a imunidade. No entanto, não recomendo apostar em dietas restritivas. Elas podem deixar o indivíduo mais deprimido, ansioso e irritado”, alerta a profissional.

 

Relatos de quem conseguiu encontrar o equilíbrio mostram que não se trata de sentir-se bem apenas com o que a balança denuncia, mas buscar uma rotina que faça sentido dentro de suas prioridades, sem se apegar a modismos, como dietas sem carboidrato ou livres de determinados ingredientes.

 

“No início da quarentena, entrei no ciclo da multidão. Ele consiste em se adequar ao que as pessoas falam e fazem. Ou seja, todos estavam comendo e engordando”, relata a advogada e palestrante Denise Martins, de 35 anos.

 

No entanto, ao se olhar no espelho, Denise decidiu que faria diferente. Com método criado pela própria brasilense, o DMC, ela resolveu emagrecer com saúde. Já são 12kg a menos na balança. Por trás do perfil Otimizando-se, a advogada relembra como foi o processo: “Quando resolvi abordar o método na parte física, liguei para o nutricionista no mesmo dia”, afirma.

 

Denise mostra antes e depois
A advogada Denise Martins emagreceu 12kg durante a quarentena (Foto: Divulgação) 


Para a palestrante, o processo de emagrecimento não foi fácil fisica ou emocionamente, porém, ela tentou transformar o momento com mais leveza.

 

“A minha relação com a comida sempre foi complicada. Até quando eu era atleta da seleção brasileira de polo aquático, estava com sobrepeso. Para mim, comer saudável era um martírio”, lamenta Denise.

 

Contudo, a condição física nunca foi um ponto negativo em sua autoestima. Os questionamentos a atormentavam algumas vezes, mas nada que a desestruturasse. “Cada mulher é única e isso é maravilhoso”, defende Denise.


Pós e contras da dieta


Segundo a nutricionista Sophie Deram, as dietas têm intuitos diferentes na vida de cada pessoa.

 

“Irão cuidar de patologias, como um sujeito que possui alergias a determinado tipo de alimento ou diabetes. Existem, também, restrições de comida para pessoas que seguem alguma religião ou são vegetarianas”, aponta Sophie.

 

A profissional frisa a necessidade da procura de um nutricionista nessas situações. “Não são todas as dietas que fazem mal, depende da forma como ela está sendo enxergada”, garante.

 

Entretanto, a autora do livro O Peso das Dietas não aprova os regimes que tenham o intuito de emagrecer. Para a especialista, o processo funciona apenas no começo. “Cerca de 95% das pessoas que fazem dietas restritivas voltam a engordar em até cinco anos”, pontua.

 

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Quando isso acontece, Sophie aconselha que o indivíduo não se sinta fracassado. Emagrecer rápido leva a perda de músculo e água. Alem disso, após uma dieta de baixa caloria, há quem volte com mais apetite, e o metabolismo cai, segundo a nutricionista. “Comer não é uma questão de controle, força de vontade e disciplina. O mais importante é respeitar a fome e, quando não se faz isso, o apetite aumenta”, garante.

 

Vida saudável


A pedido do Metrópoles, a nutricionista e doutora da USP Sophie Deram ensina um passo a passo com sete medidas para adotar de vez uma rotina leve e sustentável a longo prazo.


Fortaleça a mente


Segundo a psicóloga Francinete Paulo, há quem recorra a dieta para se “punir” e se castigar, inclusive durante a crise de saúde mundial pela qual passamos. “É preciso entender isso e, principalmente, querer mudar. Esse fator é chamado de psicoeducação”, explica a profissional.

 

Para quem não consegue controlar a compulsão por comida ou está comendo menos, a psicóloga separou algumas dicas práticas para sair dessa situação.

 

Use o tempo ao seu favor e cumpra metas;


Encare a realidade da pandemia;


Pense no que desejava fazer que antes, e não tinha tempo;


Faça um diário. Fale de seus sentimentos usando a segunda pessoa. Desta forma, poderá chegar a conclusão de quem é o seu “eu”;


Se envolva com a família. Troque cartas e bilhetes de gratidão com os mais próximos. Isso poderá enriquecer os vínculos;


Escreva mensagens positivas e coloque numa caixa. Ao levantar, tire uma mensagem para você como meta do dia.

 

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Autoaceitação


Francinete Paulo acredita que a autoaceitação é um processo subjetivo. “Se a pessoa não está feliz com o que vê, precisa mudar suas crenças. O autoconhecimento é uma ferramenta utilizada ao seu favor”, aponta. “As emoções, muitas vezes, são ignoradas por medo de ‘sentir’. É preciso aprender a separar o ruim do bom”, conclui a profissional.

 

Metropoles

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